sexta-feira, 20 de junho de 2014

Lugares Perdidos ...?



Escrevo e apago...


Escrevo e apago...

Escrevo e apago...

Escrevo e apago...

Como se soubesse o que quero,

Mais não soubesse como escrever.

Intransmissíveis sentimentos,

Dos mais diversos tipos...

Daqueles que os olhos não conseguem ficar sem transbordar.

Hoje fui há um lugar...

Um lugar esquecido.

Que minha mente ousou em me fazer lembrar,

E me desafiou a ir lá novamente.

E eu fui.

Como que pode,

Um ambiente,

Um lugar,

Um espaço qualquer,

Te fazer sentir tantas coisas,

E te deixar tão atordoado.

Te fazer chorar sem você querer.

Hoje fui há um lugar...

Que eu jamais pensaria que fosse de novo.

Mais que me trouxeram...

Muitas, muitas lembranças..

Sentimentos.

E outras coisas que estou tentando descobrir pra te descrever.

Hoje, fui há um lugar.

Pra alguns,

Um lugar qualquer

Onde todos passam e não tem o menor significado.

Pra mim.

Um lugar único e especial.

Como se fosse um santuário.

E eu jamais ousaria passar por perto sem ao menos pensar uma ou duas vezes.

Sempre me vejo melhor,

Os dias passando,

As coisas mudando,

Pessoas indo e vindo, conhecendo e se mostrando...

E quele lugar,

Do mesmo jeito.

Como se fosse um trejeito da vida.

De me ensinar que por mais que o tempo passe.

Jamais posso esquecer do que eu fiz,

E foi ali que tudo começou,

Tenho certeza,

Que daqui a 20 anos.

Vou viajar,

Conhecer novas culturas,

Novas pessoas,

Gostos, sabores e experiências...

Mais quando voltar e passar por quele lugar.

De novo a lembrança há de me perturbar.

E me mostrar,

Que não cresci,

Não evolui,

Que tudo que vivi foi como se tivesse sido apagado,

E eu voltado 20 anos atrás e estaria no mesmo lugar,

Sentindo as mesmas coisas,

E sentindo na boca o gosto salgado daquela lágrima,

Que eu não queria que caísse.

Lembranças,

Que eu não queria que voltassem.

E outros sentimentos.

Que eu ainda não saberei descrever.

Hoje eu fui há um lugar,

Mais o gosto foi diferente.

Não fui pra um acaso que me esperava...

Mais fui pra relembrar que foi um acaso que me fez voltar.

Hà aquele lugar.


Que eu disse que não voltaria.

Mais como sou péssimo com compromissos comigo mesmo...

Voltei.

E senti coisas que não esperava sentir,

É..é... aquelas que ainda não descobri como descrever.

Um gosto amargo de nostalgia,

Misturado com o doce sabor da lembrança do acontecimento,

Que jamais sairá da minha mente,

Que me pega de uma forma tão intensa,

Que nem sei direito como fiquei de pé, em frente á aquele lugar.

Minha vontade era de sair correndo,

Sumir dali.

Ir pro mais longe possível.

Mais não fui.

Porque se eu fugisse,

Provavelmente voltaria...

E sentiria tudo de novo.

Então fiquei.

Ali, parado.

Olhando a vida me surrar e me encarar com lembranças e sentimentos.

Mais fiquei.

E encarei.

Assim, respirei fundo, virei as costas e fui embora.

Enquanto deixava aquele lugar para trás.

Respirava mais aliviado,

Mais sabendo que em breve,

Eu voltarei...

Mais não para relembrar.

Chorar e reviver coisas que não queria.

Mais sim pra mostrar,

Que não vou mais fugir,

Que estou pronto pra começar de novo.

Hoje fui há um lugar,

Mais um lugar que eu vou voltar.

Um lugar que não vai mais me fazer chorar.

Mais que eu vou ir... mesmo assim.

Esperando o que sempre espero.

Mais que eu sei que não vai acontecer.

Sendo assim.

Espero...

Olho no relógio.

Está na minha hora.

E vi que nada mais aconteceu...

E quele lugar.

Volta a ficar esquecido...

Como uma viagem no tempo.

Com aquele "que" de nostalgia.

Que eu vou sempre lembrar.

Mais que acima de tudo...

Aquele lugar.

Sempre lembrará de mim.

terça-feira, 10 de junho de 2014

E depois de Setembro ?




E depois de Setembro ?


E quando chegar setembro ?

Será que eu supero Setembro ?

Fico imaginando como seria...

Se não existisse Setembro.

11 meses...

335 dias...

Muitas explicações misticas e científicas...

Mas como não é assim,

Ele está lá,

Me esperando,

Até sinto sua ansiedade em querer me ver,

Louco pra saber o que vou sentir quando a folha do calendário virar de página...

O coração até acelera,

Mais afinal,

Mais devagar ou mais rápidos,

Os dias passam...

E a cada dia deixado pra trás...

É um que se aproxima dele.

É como um tempo se armando pra chover,

Ou melhor,

Se armando pra uma Tempestade,

Sinto no peito uma coisa que vem subindo e me deixando esvaecido,

Perdido e meio sem rumo,

Em meio a uma tremenda confusão,

Será que essa tempestade chega?

Ou não...

Será que é loucura da minha cabeça ?

Seria apenas mais um mês que se passaria tranquilamente sem nada demais ?

Há... mais Setembro é Setembro meu amigo.

Concerteza vai ter tempestade, e das grandes.

Sempre tem, sempre haverá indícios desse temporal.

Não espero menos do que simplismente Dilúvios e Tsunamis...

Não é apenas mais um mês...

é um mês onde tudo muda...

Tudo troca de lugar.

Tudo vira do avesso.

E derrepente tudo tá confuso de novo.

Como um livro que se começa a ler da metade pra frente.

Só se entenderá a história quem já sabe o passado dele,

Quem já o leu antes.

Quando eu acordar na Segunda Feira dia 1º...

Sei que minhas pernas vão até amolecer,

E eu vou voltar pra cama de novo,

E tentar dormir pra tentar fazer o tempo voltar pra trás.

Vai ser assim...

Minha vida vai estar sendo um livro aberto na metade,

E não sei se alguém já o leu antes disso,

Se já conhece a história...

É Setembro,

Não espero ansioso por você,

mais já estou com a armadura pronta,

Minha espada empunhada,

E meu escudo em defesa,

Pronto pra você.

Cada segundo sinto que está mais perto...

Até sinto seu cheiro...

Setembro, Setembro...

Se soubesse o estrago que faz.

Olha,

Estou aqui,

Sempre preparado,

Sempre...

E como eu mesmo sei,

Você é traiçoeiro,

E sei que as surpresas serão maiores do que eu espero...

Então,

Sentarei no sofá,

E eu mesmo farei questão,

De virar a próxima página do calendário,

E saber o que me reservou desta vez...

sábado, 7 de junho de 2014

Pra que escrever ?


Afinal ?

Pra que eu escrevo ?

Pra quem eu escrevo ?

Pra que isso tudo ?

Qual sentido ?

Porque gastar meu tempo com inspirações bobas e torná-las um texto...

Sabe o que eu acho ?

Que quando se gosta de fazer algo...

Quando se tem inspiração pra algo...

que seja pra escrever.

Escreva...

Você pode ser o que quiser,

Quem quiser...

Ir pra onde quiser

Se sentirá como um pequeno Deus,

Poderá atuar, fazer, desfazer, poderá criar o universo todo de novo...

Apenas com uma caneta e um papel...

Escrever faz bem,

Ajuda a alma a se libertar,

E se você depositar seus sentimentos no que escreve...

Seu leitor também sentirá...

Pode acreditar.

Ele vai acreditar, vai sentir a mesma coisa que sentiu quando escreveu...

E pra quem se escreve ?

Olha na minha opinião...

Se uma pessoa apenas ler o que eu escrevo...

E eu sei que tem uma que faz isso...

E se o que escrevo fizer bem a ela...

Posso passar o resto dos meus dias escrevendo apenas para ela...

Não busco recordes de público...

Ou que todos comentem o que escrevo.

Apenas quero que se sintam bem com o que estão lendo.

Que sintam o que eu senti quando escrevi.

E por isso que escrevo...

Pra me sentir bem...

E pra fazer o bem.

Porque no mundo que estamos hoje...

Uma simples palavra pode destruir...

Como ajudar.

E eu escolho o lado certo...

O lado bom.

Quero compartilhar o que sinto com todos.

E se ajudar... melhor ainda.

Já me sentirei realizado

Com meu Blog de 1 Leitor.

disturbance ?




Quem disse que vou chegar e simplesmente dizer tudo...

falar que quero e contar os meus segredos.

Não!

Vou deixar você se envolver, cada hora comigo, você vai emergir no meu mistério e no meu silêncio...

Sua curiosidade vai te fazer ir além do que quer conhecer,

Será como a primeira gota de chuva...

Você não vai querer sentir só um pouco,

Vai querer muito...

Eu sei que vai, que quer.

Não falarei uma palavra.

Não tomarei uma atitude,

Quando eu saber que ja está ficando sem rumo, que quer sair da minha armadilha.

Te prendo com um beijo roubado, te sugo com um olhar.

Te faço sentir a única, a desejada.

Vai ficar tão confusa que não saberá o que fazer.

Te faço provar o que não quer, mais que ao mesmo tempo vai te viciar.

Você não vai conseguir parar, mesmo que seja o que mais quer.

Um amargo e saboroso desgosto, aquela dor que se quer sentir.

Mais que você torça para que não seja maior, mais sim melhor.

Você vai querer evitar, mais não vai querer fugir.

Porque sabe que ali é um ponto de interrogação, e você quer saber o que é...

Você quer descobrir, e irá onde for pra saber o que se esconde atrás daquela cortina de segredos...

Vou estar em tudo, vai me ver onde quer que esteja,

Com quem esteja,

Vou te perturbar, você vai enlouquecer.

Até chegar ao beco sem saída.

Ai, seus segredos serão meus.

Seus desejos descobertos.

E seus mistérios abertos a mim.

Você se tornará eu.

Não saberá mais quem é...

Não vai querer ser ninguém...

A única imagem na sua cabeça será a minha.

E eu sei que virá até mim,

Que vai me achar...

E eu ?

Eu vou estar aqui.

Quando me achar,

E vier caminhando em minha direção,

Eu vou estar te olhando fixamente.

Eu sei o que eu fiz.

E sei o que mais vou fazer.

Saberá que é o que quer...

Que mais nada adiantou.

E eu sou o que sempre buscou.

O que sempre quis e desejou.

E quando se aproximar...

Perto, mais perto...

A quase me tocar.

Vou sumir.

Assim como a fumaça...

Vou me dissipar no ar e nunca mais me verá.

Simplesmente será como se eu não tivesse existido.

Um fruto da sua imaginação.

Sem rastros ou vestígios de mim em algum lugar...

Ficará confusa,

Largou tudo por um desejo viciante.

E derrepente tudo se foi.

Acabou.

Seu chão irá desabar na sua frente.

Seu vício ? Como alimentá-lo ?

O que vai fazer ?

Só o tempo vai curar,

E vai levar muito tempo...

As feridas se curarão devagar e dolorosamente.

Até que um dia...

Em um passeio pelo lago...

Você vai estar andando distraída.

Com um semblante leve e alegre.

E como num piscar de olhos.

Você muda, fica atordoada...

Confusa e desesperada...

Porque ?

Porque do outro lado do lago.

Vai estar alguém te olhando...EU.

Sim, de volta...

Com o mesmo olhar que te viciou.

Com o mesmo olhar que te fez largar tudo.

Carregado com aquela mala cheia de sentimentos que te fez pirar...

Seu coração vai bater em um ritmo fora do normal.

O medo te dominará e suas mãos vão suar.

Sentirá um arrepio gelado na espinha.

Sua mente entrará em colapso.

Como? Quando? Porque ?

Será um Tsunami de sentimentos misturados.

E você só sabe de uma coisa...

Que não quer mais aquilo,

Mais que sabe que não conseguirá fugir se vier á mim.

E dessa vez ?

Meu vício me domina de novo ?

Você vai simplesmente desaparecer e reaparecer toda vez que eu estiver me curando ?

Ou será que desperto desse pesadelo bom...

Conto as horas no relógio e sigo minhas rotinas...

Respiro fundo e não caminho em direção á você dessa vez...

mais sim na direção oposta...

Onde você sumirá...

Mais porque eu tô me afastando e te vendo cada vez mais longe.

E não porque estou correndo em sua direção depositando todo meu desejo em algo que eu nem sei se 
existe.

Meus passos podem ser confusos, minha mente barulhenta e meu coração um sacana...

Mais o que se faz quando se vira escravo de seus desejos...

E o que mais se quer e se entregar a eles...

Mesmo que saiba que isso pode te ferir por toda sua vida.

O que fazer ?

Caminhará em direção á quem ?

Ou simplesmente deixará seus passos dizer aonde vai...