domingo, 14 de setembro de 2014

Só mais um dia de Tempestade ?




Hoje o dia nasceu diferente...

O céu estava estranho.

Nuvens Densas e escuras se aproximavam,

Como se trouxessem angústia e tristeza,

Dava até para sentir aquela amargura,

Só de ver ela se aproximando,

E o sol Parecia que não queria sair para iluminar o mundo,

Sai pra fora,

Senti uma brisa pesada passar pelo meu rosto,

Com certeza,

Um dia diferente de todos,

Derrepente,

Senti em minha face,

algo como uma gota,

Caiu em meu rosto,

Apalpei com o dedo,

Quando vi o que era,

Outra gota me tocava novamente,

E assim começava uma leva garoa,

Me abriguei embaixo de uma árvore,

enquanto via em minha própria frente,

o que parecia ser um apocalipse,

Uma chuva de Cinzas,

Mais não apenas isso,

Era uma chuva de tristeza,

amargura,

como se os sonhos mais lindos das pessoas,

fossem cada gota acinzentada daquelas,

Que com o mais cruel dos impactos,

Se choca ao chão e se desmancha.

Simples e aterrorizante.

Enquanto eu via aquele momento,

O sol se escondeu,

Em meio à aquelas nuvens,

Que mais pareciam pesadelos vindo do mais temido sonho de uma criança.

Um medo a qual não se consegue superar.

Eu ali debaixo daquela arvore, cercado daquela chuva...

E agora ?

Saio e sinto o peso e a dor daquela chuva em cima de mim.

Só quero um abrigo, pois na arvore já não havia mais como me proteger.

Corri, corri, corri... mais não encontrei nada.

Enquanto àquela chuva me sucumbia naquilo que pra mim,

Era como se tudo que um dia eu fiz de errado,

Caísse de uma só vez em cima de minhas costas.

Senti um vazio tão enorme no meio do peito,

E sem ninguém por perto,

Todos encarregados de carregar seus próprios pesos,

Mais derrepente,

Um pequenino, tímido e leve raio de sol surge,

Como se ele quisesse que eu enfrentasse tudo aquilo,

Como se me pedisse pra não abandonar ele,

Como se dependesse de mim pra ele voltar a brilhar,

Vi, que além de todo peso que eu carregava,

Meus ombros ainda aguentavam,

Meio fracos,

Mais aguentavam,

Respirei fundo,

Olhei pro céu,

Vi aquele pequenino raio de sol,

que se atreveu a se enfiar naquela chuva tenebrosa,

pra me mostrar que não estava tudo tão ruim assim.

Então levantei,

Com toda minha força,

Olhei pra frente,

E caminhei,

E a cada passo que eu dava pra frente,

um novo raio de sol surgia,

E uma gota a menos daquela chuva cessava...

E cada vez mais o sol aparecia...

e a chuva parava.

foi então eu aprendi,

Que aquela chuva,

Era nada mais que meu passado,

Coisas ruins,

Coisas que me faziam mal.

E amarguras que eu trazia em meu coração.

Então eu aprendi,

Que posso e tenho que deixar coisas pra trás,

Se eu quiser continuar caminhando em frente,

Que as vezes um pequenino raio de sol,

Pode te dar forças,

Pra enfrentar uma tempestade terrível.

Então,

Hoje eu abraço esse pequenino raio de Sol.

Que se atreveu a se meter no meio dessa tempestade.

E me mostrar que pra seguir em frente,

Temos que olhar pra frente,

E carregar o peso que tem com todas as forças,

O que eu tiver que deixar pra trás,

Não sou eu que vou largar,

As coisas vão simplesmente se desprender de mim.

E dai, aquela chuva, passa.

E o sol volta a brilhar.

Apenas esperando,

Que dias melhores virão.